sexta-feira, 25 de junho de 2010

E o Karma vem à cavalo...

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Pescador queria ver o cachorro molhado..
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.http://yfrog.com/3zfishermanpushesdoglakeg
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sábado, 12 de junho de 2010

Budismo e Fé???

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Budha tinha Fé? 


Não sei...

Sidharta sabia da Iluminação?
Se ele sabia que tal coisa existia, tinha certeza, não fé.
Se ele não sabia, tinha Fé no que?

Sidharta saiu do palácio devido ao incomodo de sua situação frente ao que descobriu, 
ou saiu para buscar algo que não sabia existir, apenas fazer cessar o que descobriu?

Então pulou num vazio... Fé no que?



Se coloque no lugar de Sidharta... O que sentiu? O que sabia? 
O que buscava? Do que fugia?

Budha o Iluminado, sabia que iria se iluminar? Baseado em outro Budha?
Já sabia da existencia da Iluminação?
Como? Por quem? Por onde? Ele era um Bramane... Politeísta... Depois um Sadhu Shivaísta...

Então... Sidharta teve Fé????
Fé implica em confiança... é um verbo transitivo indireto... Quem confia, confia em alguma coisa...
Qual coisa era essa?

Um pulo no escuro.
Mergulho.
Um abandonar-se.

Sidharta abriu o Caminho, daí não sabia o que encontraria no Fim. 
Como podia ter Fé? No que?
E se tinha, não era novidade alguma o que fez.

Se Budha tinha Fé, era um crente.
E todo crente tem sua sombra na cegueira...
Um iluminado cego e na sombra?
Não combina.

Sidartha foi teimoso (capricorniano como eu? rss...), mas teve Fé?
Não me parece.
Fé o diminuiria.
Ele teve coragem, teimosia e determinação. 
Mas Fé?

Ela agiu pelo silencio, um ato Zen.
Fé implica raciocinio, pensar...

Alguem mais vê assim como eu?
:)

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segunda-feira, 7 de junho de 2010

Os Samurais e o Zen...

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Uma coisa interessante, que a maioria desconhece, 
é que para não ter reencarnação e garantir sua passagem ao Nirvana, 
os antigos Monges Zen, procuravam equilibrar ações com inações, 
fazer o bem, com ignorar o Bem...
Se fossem maus demais >>> reencarnavam para zerar as dividas cármicas....
Se fossem bons demais >>> reencarnavam para zerar os créditos cármicos...
Melhor esvaziar-se, caminhar leve, sem bagagens...

Daí a dificuldade de se andar no fio de uma navalha...
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sexta-feira, 2 de outubro de 2009

Três Faces de Buddha

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O Budismo é como o Cristianismo, tem suas fases, suas faces.... parafraseando o Ocidental pro Oriente, poderiamos dizer:

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Budismo Theravada
vive no tempo do Antigo Testamento e seus textos.
Foco: o homem.
Lei de Talião: olho por olho.
Preso no tempo de Moisés, Era de Touro.
Suttas como os 10 Mandamentos: Leis absolutas,...
Palavra de ordem: Obedecer.
Meio: palavras, Leis e Dogmas.
Mensagem: obedecer Suttas.
Iluminação: completa, se tiver méritos de renascer homem, em próximas encarnações.
Diferenças: Fundamentalista e purista.
Córtex cerebral.


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Budismo Mahayana
vive no Novo Testamento, não que faça enorme diferença do Antigo, mas há evolução.
Menos fundamentalista e mais Ético.
Foco: o ser humano (homem e mulher)
Lei de Jesus: Amar ao próximo.
Relativo a Jesus, Era de Peixes.
palavra de ordem: Compaixão.
Meio: Meditação passiva.
Mensagem: palavras e Mantras.
Iluminação: Buddhas (homens) e Taras (mulheres) se tiver acumulação de méritos em incontáveis vidas.
Diferenças: sincretismo de simbolos religiosos indianos, japoneses, tibetanos...
Neo-Córtex.

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Budismo Zen
é atual, se reporta raramente aos textos antigos, prefere a Atenção Plena do Aqui-Agora.
Filosofia Contemporânea.
Foco: o Todo.
Era de Aquario.
Palavra de ordem: Consciente.
Relativo a você.
Meio: Meditação passiva (Zazen) e ativa (cerimônia do chá, por ex.).
Mensagem: o silêncio.
Diferenças: Koan... Satori imediato.
Iluminação: aqui-agora... todos, tudo se ilumina.
Pituitária-pineal, terceiro olho.
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Na minha visão, basicamente são estes os tres Budismos.

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mudo
mudo
o mundo
.... Zen
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sábado, 12 de setembro de 2009

A mulher no Budismo Tântrico

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Sahara foi o fundador do Tantra Budista.
Ele nasceu em Vidarbha, em Maharashtra, perto de Puna.
Era um bramane muito instruido, nascido como seu pai, na corte do Rei.
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Ele era considerado por todos como o mais instruido dos quatro irmãos e que iria substituir o pai como conselheiro do Rei, mas em seu intimo queria abandonar tudo e se tornar um Sanniasyn, um buscador espiritual.
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Ele desistiu de casar com a princesa e se tornou dicipulo de Sri Kirti da linhagem de Buda Gautama.
Gautama > o filho Rahul > Sri Kirti.
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O Rei ficou chocado, pois ele não se tornou um buscador Bramanê, mas um Budista!
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As primeiras palavras de Sri Kirti a ele foram:
- Esqueça os textos sagrados, os suttas, os Vedas e toda essa tolice!
Pra Sahara foi extremamente dificil!
Foi a segunda grande renúncia: as palavras sagradas!
É facil renunciar ao sexo, à riquezas, à posição... mas ao conhecimento?
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Anos se passaram e Sahara abandonou tudo, ficando apenas um grande meditador.
Pessoas vinham de longe apenas para sentir essa energia silenciosa que emanava.
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Sri Kirti o colocou no Caminho, mas o mestre seria uma mulher.
Sahara em profunda meditação teve a visão de que uma mulher no mercado seria sua grande mestre!
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Profundo, pois é uma mulher e no mercado, em plena vida acontecendo.
Tântrico, não?
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Sahara levantou-se, agradeceu Sri Kirti por ter lhe aberto o caminho e limpado sua mente, mas que agora tinha que continuar com outro mestre. Sri sorriu e despediu-se.
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No mercado Sahara encontrou a mulher de sua visão, ela agachada, fazia uma flecha, e era da casta dos intocáveis... Bela e selvagem.



Uma linda mulher absorta em fazer uma flecha absolutamente reta.
Ela com um dos olhos fechado mirava um alvo invisível...
Sahara estremeceu e sentiu algo oculto ali, mas nada entendeu.



Perguntou a ela se trabalhava com arcos e flechas.
Ela deu uma grande risada selvagem e o chamou de estúpido... um tolo bramane que desfilava como budista, mas que nada tinha mudado....
Ele ficou transtornado.
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E ela continuou:
- Buda só se atinge por ação, não por palavras, livros ou meditação.
... Venha, me siga.

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E ele foi atrás dela.


Pela primeira vez, ao andar atrás da fazedora de flechas, vendo a determinação dela, entendeu O Caminho do Meio: não era mover-se como pendulo, mas ser focado como a flecha.

. A beleza dessa mulher não era só deste mundo, mas vinha de sua absorção na ação, da atenção plena, de estar no meio, equilibrada.



Eles mudaram para um terreno de cremação e passaram a viver juntos.
Vida no meio dos mortos.

. Eles tinham um amor de corpo e um de alma, de mestre dicípulo.
E ela lhe ensinou o Tantra.
E ele também se iluminou.


E através do êxtase, da iluminação e da transformação,
Sahara ("aquele que lançou a flecha")
escreveu suas três canções:
A Canção do Povo
A Canção da Rainha
A Canção Régia....


by Betto Enso ... Setembro 09
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terça-feira, 11 de agosto de 2009

Amazake


Há muitos e muitos anos, um monge extremamente mesquinho e seu aprendiz moravam em um templo da montanha.

Naquela época, era comum o povo da região levar comida e bebida ao templo para fazer oferenda ao Buda e também para oferecer as almas de familiares falecidos.
Assim que terminava o culto noturno, as oferendas eram retiradas do altar e degustadas pelo monge.
Ao aprendiz ele não dava sequer um pedaço de doce e comia gulosamente tudo sozinho.
O monge costumava dizer que Buda comia pouco e vivia meditando de barriga vazia, portanto os aprendizes deveriam fazer a dieta de arroz e chá.

Certa ocasião, uma família de fabricantes de sake trouxe como oferenda um garrafão de amazake.
O monge deliciou-se provando alguns goles e disse ao aprendiz:– Isto é o amazake, um sake doce, porém há um detalhe: apesar de doce, é um veneno para as crianças. Se uma criança beber, é morte certa. Portanto, tome cuidado para não beber por engano.

No dia seguinte, o monge saiu para fazer culto em memória de um antigo morador da vila no sopé da montanha. O acólito ficou tomando conta do templo, mas, como estava sozinho, não conseguia deixar de pensar no sake doce.“O monge disse que sake doce é um veneno mortal para crianças, mas deve ter dito isso para eu não beber. Ele quer beber tudo sozinho”, pensou.

Assim, o aprendiz ficou muito curioso e resolveu experimentar o tal amazake.
Tirou a bebida do armário, colocou um pouquinho na taça e provou.
– Nossa como é gostosa! Preciso experimentar mais.
Assim, foi tomando gole após gole, sem conseguir parar.
Logo o garrafão estava vazio e o aprendiz de monge satisfeito e com a barriga cheia.

– Acho que exagerei. Quando o monge chegar vai me dar uma surra. E agora o que vou fazer?
O garoto pensou, pensou e finalmente teve uma idéia brilhante. No templo, havia um tesouro chamado Kibi no Hotei. Era uma estatueta de Hotei, fabricado em porcelana de Imbeyaki.



O aprendiz tirou a estatueta da sala e levando ao jardim e atirou contra uma rocha.
Hotei quebrou em vários pedaços.
Então, o garoto sentou-se no corredor e aguardou a volta do monge.
Não tardou muito, ouviu os passos do monge chegando ao templo:
– Acólito, estou de volta! – disse o monge na porta do templo.
Como o aprendiz não veio recebê-lo na porta, como de costume, ele entrou.
Vendo o acólito sentado no corredor e chorando, perguntando o que tinha acontecido.

– Quando o senhor saiu, eu estava limpando o salão e, sem querer, quebrei a estatueta de Hotei. Fiquei desesperado por quebrar uma relíquia deste templo e concluí que eu não era digno de continuar vivo. Assim, para me matar, eu bebi todo amazake que o senhor disse que matava crianças. Eu bebi, bebi, e ainda não morri. Mas estou aqui angustiado esperando a morte chegar.

Quando o monge ouviu a história, reconheceu que o garoto era inteligente, astuto e muito criativo; um típico nativo do ano do Macaco.
Então, disse, conformado com sua derrota:
– Fique tranqüilo, você não vai morrer, porque a estatueta de Hotei morreu em seu lugar.
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sexta-feira, 10 de julho de 2009

Haiku, Hai Kai...

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I - O Haikai é poema conciso, formado de 17 sílabas, ou melhor, sons, distribuídas em três versos (5-7-5), sem rima nem título e com o termo-de-estação do ano (kigô).
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II - O kigô é a palavra que representa uma das quatro estações, primavera, verão, outono e inverno; p. ex., IPÊ (flor de primavera), CALOR (fenômeno ambiental de verão), LIBÉLULA (inseto de outono) e FESTA JUNINA (evento de inverno).
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III - Cada estação do ano tem o próprio caráter, do ponto de vista da sensibilidade do poeta; p. ex., Primavera (alegria), Verão (vivacidade), Outono (melancolia) e inverno (tranqüilidade).
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IV - O Haikai é poema que expressa fielmente a sensibilidade do autor. Por isso,respeitar a simplicidade; evitar o "enfeite" de "termos poéticos";captar um instante em seu núcleo de eternidade, ou melhor, um momento de transitoriedade;evitar o raciocínio.
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V - A métrica ideal do Haikai é a seguinte: 5 sílabas no primeiro verso, 7 no segundo e 5 no terceiro; mas não há exigência rigorosa, obedecida a regra de não ultrapassar 17 sílabas ao todo, e também não muito menos que isso. E a contagem das sílabas termina sempre na sílaba tônica da última palavra de cada verso.
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VI - O Haikai é poemeto popular; por isso usa-se palavras quotidianas e de fácil compreensão.
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VII - O dono do Haikai é o próprio autor; por isso, deve-se evitar imitação de qualquer forma, procurando sempre a verdade do espírito haicaísta, que exige consciência e realidade.
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VIII - O haicaísta atento capta a instantaneidade, qual apertar o botão da câmera.
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IX - O Haikai é considerado como uma espécie de diálogo entre autor e apreciador; por isso, não se deve explicar tudo por tudo. A emoção ou a sensação sentida pelo autor deve apenas sugerida, a fim de permitir ao leitor o re-acontecer dessa emoção, para que ele possa concluir, à sua maneira, o poema assim apresentado. Em outras palavras, o Haikai não deve ser um poema discursivo e acabado.
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X - O Haikai é um produto de imaginação emanada da sensibilidade do haicaísta; por isso, deve-se evitar expressões de causalidade, sentimentalismo vazio ou pieguice.
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http://www.kakinet.com/